Origens do Rock
Essencialmente híbrido na origem, o rock music inclui elementos de
vários estilos de música americana: o blues acompanhado da guitarra
black; o blues e o ritmo black, produzidos com solos de saxofone; a
música góspel branca e negra; a música country e western; o som dos
cantores de rádio popular e os grupos de harmonia. Em 1954-55,
epóca de seu surgimento, o rock era mais conhecido como
"rock'n'roll". Após 1964, ele era simplesmente chamado de "rock
music". Essa mudança na terminologia indica uma continuidade e ao
mesmo tempo um rompimento com o período anterior; o rock não servia
somente para dançar. Também nessa época, a música foi influenciada
pelos grupos britânicos, assim como os Beatles.
Os anos 50: Bill Haley e o Rock'n'Roll
A primeira gravação rock'n'roll que obteve popularidade nacional foi "Rock Around the Clock" produzida por Bill Haley e The Comets, em 1955. Harley fez sucesso ao criar uma música voltada para a juventude, que incluía suas batidas empolgantes, a necessidade de se dançar e o efeito de suas letras. A melodia era claramente tirada por sua guitarra elétrica; as letras eram normais e simples. Haley acabou abruptamente como a ascendência das baladas suaves e sentimentais, que eram populares nos anos 40 e início dos 50. Ele também obteve êxito ao utilizar o ritmo black e o blues, de forma que o público de adolescentes brancos pudesse entender.
O blues, e o "rhythm and blues", também eram identificados como adultos, sexuais, revoltados e únicos pela cultura negra, por isso foram aceitos tanto emocional como comercialmente, sem precisar de adaptações. A principal gravadora havia anos que produzia gravações apenas para o público black, por isso era chamada de "race records". O surgimento do rock'n'roll trouxe um significante enfraquecimento na resistência da cultura negra. O incomparável rock'n'roll black que Haley criou, pode ser ouvido em produções sexualmente adultas de artistas como Hank Ballard e os Midnighters ("Work with Me, Annie") ou o "Grande" Joe Turner ("Shake, Rattle, and Roll"), ou no último som adaptado por Haley para um público branco que é "Dance with Me, Henry".
O rock'n'roll foi feito para ou
sobre os adolescentes. Suas letras traziam temas comuns da
adolescência: escola, carros, férias, pais e o mais importante,
amor. Os principais instrumentos do velho rock'n'roll eram a
guitarra, o baixo, o piano, a bateria e o saxofone. Todos os
aspectos da música - sua batida pesada, a sonoridade, as letras
auto-absorvidas e a liberação da loucura - indicavam uma rebeldia
dos adolescentes pelos valores e autoridade dos adultos. Entre os
influenciadores dos anos 50 estavam Chuck Berry ("Johnny B.Goode"),
Little Richard ("Good Golly Miss Molly"), Sam Cooke ("You Send
Me"), Buddy Holly ("Peggy Sue"), Jerry Lee Lewis ("Great Balls of
Fire") e Carl Perkins ("Blues Suede Shoes").
Final dos anos 50 e início dos 60: Elvis, Motown e a Invasão
Britânica
O maior símbolo do rock'n'roll entre 1956 e 1963 foi Elvis Presley, um motorista de caminhão de Tupelo, Miss., que tornou-se cantor. Sua liberação melancólica e sexual atraía diretamente o público jovem, enquanto que horrorizava os mais velhos. Como o rock'n'roll havia se tornado um sucesso financeiro, as gravadoras que o consideravam uma coqueluche, começaram a garimpar novos cantores; eles geralmente faziam sucesso ao comercializar as suas músicas mais rebeldes. No final dos anos 50, por exemplo, estavam na moda as canções sentimentalmente mórbidas, assim como "Laura" e "Teen Angel".
Nesta época, Detroit tornou-se um
centro importante para os cantores negros, então, surgiu um certo
tipo de música conhecida como "Motown" [motor town], que foi
nomeada pela Motown Records. O estilo é caracterizado por uma
pessoa que canta canções melódicas e impressionistas, acompanhada
de um grupo elegante com harmonias compactas e articuladas. Os
expoentes populares deste estilo são: Temptations, Smokey Robinson
e o Miracles, Diana Ross e o Supremes, e. Gladis Knight e o
Pips.
O rock music tornou-se popular novamente em 1962, com o surgimento
dos Beatles, um grupo de quatro rapazes com cabelos longos, de
Liverpool, Inglaterra. No início, eles foram aclamados por suas
energias e personalidades individuais atraentes, e não pela
inovação de suas canções, que tiveram influência de Berry e
Presley. A popularidade deles inevitavelmente incentivou outros
grupos com nomes anormais. Um dos mais importantes destes grupos
foi o Rolling Stones, cuja música derivou da tradição black do
blues. Estas bandas britânicas instigaram o retorno às raízes blues
do rock'n'roll, apesar de já possuírem características mais
barulhentas e eletrônicas.
Final dos anos 60 e início dos 70: Anos Dourados do Rock
Uma importante transformação do rock ocorreu em 1965, no Newport Folk Festival, quando Bob Dylan, um notável compositor e escritor de canções poéticas populares e letras de protesto social como "Blowin' in the Wind", apareceu tocando uma guitarra, acompanhado por sua banda de rock eletrônico. Assim, o folk-rock ocupa o seu espaço, com grupos que utilizam arranjos e cantores de rock, os quais compõem letras poéticas para suas canções (exemplo, "Norwegian Wood" e "Eleanor Rigby" dos Beatles). O arranjo do The Byrds da música "Mr. Tambourine Man" de Bob Dylan, é um clássico do folk-rock. Bandas como The Mamas And The Papas; Peter, Paul and Mary; Donovan; e The Lovin Spoonful tocavam um tipo música que foi classificado como folk-rock.
Canções de Protesto e a Cultura das Drogas
Nos anos 60, a música espelhava as tensões da Guerra do Vietnã e desempenhava um importante papel na cultura americana. O conteúdo verbal das canções de rock traziam rebeliões, protestos sociais, sexo e principalmente drogas. Muitos grupos, entre eles o Jefferson Airplane e o Grateful Dead, tentavam expressar na música, o sentimento aural das drogas psicodélicas, produzindo sons longos, repetitivos e esquisitos com letras surreais (conhecidos como "acid rock" ou "hard rock").
Em 1967, os Beatles novamente fizeram história com o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que, além de incluir canções que alertavam sobre as drogas, apresentava um corpo com peças interligadas, que constituía um todo orgânico. Ele foi considerado o primeiro "conceito de álbum". Outros trabalhos subseqüentes a este e com a mesma tendência foram o musical rock Hair (1968) e a ópera rock Tommy, composta e tocada pelo The Who.
O Rock Vem Com a Idade
No final dos anos 60, o rock estava amplamente relacionado a um importante padrão musical. Músicos como Miles Davis e John McLaughlin, e grupos como Traffic Or Blood, Sweat e Tears tentaram unir o rock ao jazz, enquanto que outros artistas como Leonard Bernstein e Frank Zappa queriam conectar o rock à música clássica. Os grupos que se destacavam pelos seus guitarristas, dentre eles Jimi Hendrix, Eric Clapton, Duane Allman e Jimmy Page, continuaram a executar variações com temas blues clássicos, utilizando instrumentos tradicionais do rock'n'roll.
De 1967 para frente, os festivais de rock começaram a entrar na sua melhor fase, pois milhares de jovens os freqüentavam justamente para ouvir rock music. A maioria destes festivais pacíficos e bem sucedidos foi realizada em Woodstock, N.Y., em agosto de 1969. Porém, mais tarde, um evento semelhante, que trazia os Rolling Stones e foi realizado em Altamont, Califórnia, foi marcado por vários incidentes violentos que foram filmados, houve até um assassinato. Por volta de 1970, várias celebridades do rock - Janis Joplin, Jim Morrison e Jimi Hendrix - morreram por excesso de drogas. As características andrógenas e perigosas passadas pelos Rolling Stones foram levadas ao extremo pelos artistas Alice Cooper e David Bowie, que, talvez, eram mais famosos pela ambigüidade sexual e comportamento fora do comum, em suas músicas.
Final dos anos 70 até hoje: Punk Rock, Video Music e Roqueiros de Meia Idade
Um fato importante do rock ocorreu no final dos anos 70 com o punk rock, que foi uma resposta a estagnação do gênero e um protesto político niilístico. Iniciou-se, evidentemente, na Grã Bretanha, por bandas como Sex Pistols e The Clash. O punk rapidamente tornou-se popular nos EUA. No início dos anos 80, o rock music havia se modificado consideravelmente. O Black Flag, o Dead Kennedys e outros grupos também adotaram temas de protestos políticos para compor suas músicas.
Durante os anos 80, os vídeos se tornaram um forma popular de promoção e entretenimento. Porém, no final dos anos 80, várias bandas, inclusive Nirvana, Pearl Jam e Mudhoney, continuaram seguindo a linha do punk rock, utilizando temas políticos e celebrando a própria falta de virtuosidade técnica. Nos anos 90, velhas bandas, entre elas o Grateful Dead e o Rolling Stones, tornaram a conquistar popularidade, não só dos jovens, mas também de muitos fãs de meia idade.
13 de julho - Dia Internacional do Rock!
Mas porque 13 de julho? Foi no dia
13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da
banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior
show de rock da Terra, o Live Aid - uma perfeita combinação de
artistas lendários da história da pop music e do rock
mundial.
Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live
Aid tinha um teor mais elevado, que era a tentativa nobre de
conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser
pelo menos minimizadas. Dois shows foram realizados, sendo um no
lendário Wembley Stadium de Londres (Inglaterra) e outro no não
menos lendário JFK Stadium na Filadélfia (EUA).
Os shows traziam um elenco de megastars, como Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, entre outros, alcançando uma audiência pela TV de cerca de 2 bilhões de telespectadores em todo o planeta, em cerca de 140 países. Ao contrário do festival Woodstock (tanto o 1 como o 2), o Live Aid conseguiu tocar não somente os bolsos e as mentes das pessoas, mas também os corações.
No show da Filadélfia, Joan Baez abriu o evento executando "Amazing Grace", com cerca de 101 mil pessoas cantando em coro o trecho "eu estava perdido e agora me encontrei, eu estava cego e agora consigo ver". Este show marcou também a única reunião dos três sobreviventes da banda Led Zeppelin, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, com a presença ilustre de Phil Collins na bateria.
No final deste show, Mick Jagger e Tina Turner juntos, cantando "State of Shock" e "It's Only Rock and Roll", com Daryl Hall, John Oates e os ex-integrantes dos Temptations, David Ruffin e Eddie Kendrichs fazendo os backing vocals. Foi realmente um momento único na história do ROCK!
O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular cerca de 100 milhões de dólares, totalmente destinados ao povo faminto e miserável da África. Isso é a cara do ROCK AND ROLL!
E por falar em rock and Roll..... Hoje vou ligar meu som bem alto e comemorar com muito ROCK AND ROLL!
Fonte: portaldorock e Euzinha!!!!
Namastê.
Fonte: Penélope Angell (The Little Butterfly)































Comentários