Yoga

Namastê!

Blog de vidanaturezaeboasenergias :Vida, Natureza e Boas Energias!, Namastê!

Namastê.
Penélope Angell (The Little Butterfly)

terça 30 junho 2009 10:34 , em Yoga


O ásana no Hatha Yoga segundo Antônio Blay (normas de execução)

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A execução dos ásanas dentro do Hatha Yoga segue uma série de normas gerais para alcançar os objetivos da prática, o que também os distinguem de qualquer outra atividade. Assim, Antônio Blay, em seu livro Fundamento e Técnica do Hatha Yoga (pg.80, 8ªedição), ressalta que, para que a posição adotada realmente seja ásana, deve apresentar uma série de características, sendo que as principais são:

1º Permanência progressivamente prolongada.

2º Extrema lentidão de execução.

3º Normalmente devem realizar-se de forma suave, evitando o esforço.

4º Absoluta necessidade de que a prática de cada ásana esteja acompanhada simultaneamente dos seguintes fatores: respiração, relaxamento e atitude mental adequada.

A PERMANÊNCIA

A permanência é uma das principais características do ásana, pois, considerando que essas técnicas atuam na esfera física, energética e psíquica, é essencial que haja tempo hábil para que todas essas mudanças se desenvolvam adequadamente na prática, e de forma consciente.

No Yoga, cada ásana é um modo de estar para chegar a um modo de ser.

Baseando-nos no Yoga Sútra de Pátañjali, ásana é uma posição firme e confortável, porém, a firmeza e o conforto não vêm de graça. O praticante é quem conquista esses elementos através do domínio do seu corpo, da sua energia vital. A firmeza decorre principalmente da concentração no corpo, e o conforto decorre principalmente do relaxamento na posição. Portanto, ao manter a concentração profunda no corpo, fazemos com que a consciência tome a forma do ásana, em outras palavras, fazemos com que ela se estabilize no corpo, que é o seu objeto de concentração no ásana. Conseqüentemente, tornamo-nos firmes, estáveis. Essas características desenvolvidas serão essenciais na meditação e se tornarão um comportamento permanente na vida. Ao mesmo tempo, ao exercer o relaxamento na posição, estamos progressivamente desfazendo as amarras psicofísicas, que constituem obstáculos para muitas ações na vida, inclusive para a meditação, permitindo, entre outras coisas, que a energia vital e os processos orgânicos fluam mais livremente e de forma harmônica. Dessa forma, naturalmente incorporamos essa atitude de descontração e fluidez no dia a dia. 

A EXTREMA LENTIDÃO DE EXECUÇÃO

Segundo Antônio Blay “a extrema lentidão de execução é outra característica muito própria do Yoga”. E realmente, essa lentidão permite que o praticante se coloque no ásana de forma precisa, tomando consciência de cada momento e de cada detalhe importante (alinhamento, relaxamento ou contração dos músculos corretos, a variação mais adequada para o seu estágio de desenvolvimento, etc)
“No princípio, o processo é quase inverso” , ou seja, o iniciante tenta “ir para a posição” de forma quase instantânea e automática, e uma vez na posição começa a tomar consciência do seu corpo e a despertar o estado mental próprio do ásana. A execução lenta também favorece que se mantenha o estado de interiorização obtido no ásana anterior, sem permitir que a energia acumulada se disperse entre uma posição e outra e ainda levando a um encadeamento entre as técnicas.

EXECUÇÃO SUAVE E SEM ESFORÇO

Para realizar os ásanas, não se utiliza o forçamento, mais sim a descontração e a consciência corporal. Essa regra também garante que cada praticante seguirá o seu próprio ritmo, mantendo a posição somente enquanto perceber que a permanência é construtiva. Com essa atitude, o praticante começa a aguçar a sua sensibilidade interna e o respeito pelo seu corpo, aprendendo a ouvi-lo cada vez melhor.
“O objetivo é o de criar e armazenar novas energias, evitando qualquer gasto energético inútil. E isto por duas razões: porque esta criação e poupança aumentam o poder e a resistência do organismo, e porque a acumulação de energia produz o despertar de diversos chakras, estimula uma circulação prânica melhor e favorece a tomada de consciência de novos estratos de nossa personalidade”.

RESPIRAÇÃO

Percebemos que ela se torna mais profunda e regular como uma necessidade natural à medida que nos concentramos na posição, para que se exerça esse domínio da consciência sobre o corpo que deve ocorrer no ásana.

A meta do Yoga é a expansão da consciência. A consciência é uma das formas de manifestação da energia vital. Se ampliamos a respiração, atuamos diretamente na expansão da consciência.

Todos os processos corporais dependem dos fluxos de energia vital dentro do organismo (pránas e sub-pránas). Se a respiração é irregular, arrítmica, os processos orgânicos tendem a seguir o mesmo padrão. Ao contrário, se tornamos a respiração regular, impomos ritmo e ordem ao processo de captação e expansão de energia vital dentro do organismo, consequentemente, impomos ritmo e ordem aos processos corporais, produzindo maior harmonia, saúde, consciência e domínio da energia.

RELAXAMENTO

Ao praticar os ásanas, temos a oportunidade de tornar essas tensões conscientes para então desfazê-las através do relaxamento. Com isso, liberamos a energia que seria necessária para mantê-las, e essa energia se soma ao nosso patrimônio energético pessoal, traduzindo-se em mais vitalidade, realizando também uma verdadeira limpeza no psiquismo, dissolvendo aqueles conteúdos que mantinham tais obstruções. Além disso, observando essa regra, vamos relaxando cada vez mais as partes do corpo que não intervém no ásana, direcionando a energia de forma mais específica e suficiente para o local que realmente está sendo acionado.

 ATITUDE MENTAL ADEQUADA

A atitude mental é esse estado de interiorização obtido, a consciência de todas essas ações internas que descrevemos e a percepção das reações. É o que mantém o sentido do trabalho realizado, é a percepção do momento presente da vivência e do Yoga em ação, como meio e fim.

“Não esperamos que o estudante possa, desde o começo, seguir, nem sequer compreender bem todos esses conceitos e normas de execução. Não obstante, julgamos conveniente expô-los porque cremos que o leitor ocidental precisa compreender, ou pelo menos, vislumbrar até onde leva o caminho que percorre; ainda que, por enquanto, esteja ele em seu começo. À medida que vai praticando, aplicando com critério e perseverança tudo quanto possa compreender, todas essas normas irão deixando de parecer-lhe meras palavras ou idéias. À medida que as aplique, irá vivendo-as e, ao vivê-las, conscientemente, compreendendê-las-á no seu verdadeiro sentido. Uma experiência cada vez mais clara e um discernimento progressivo mais profundo substituirão as idéias e teorias mais ou menos ocas e superficiais. E serão esta experiência e este discernimento os únicos que lhe poderão demonstrar e explicar claramente o caminho que conduz ao seu interior, assim como o próprio conteúdo desse interior”.

Fonte: José Bolívar

Namastê.

Penélope Angell

 

segunda 27 abril 2009 11:13 , em Yoga


Eu Interior.

Blog de vidanaturezaeboasenergias :Vida, Natureza e Boas Energias!, Eu Interior.

Todos os dias nós buscamos respostas para nossas tristezas, nossas dúvidas... Buscamos a todo o tempo respostas das quais somente quando aprendermos a olhar para dentro de nós mesmos é que vamos encontrar.
Religião à parte, mas, é muito claro que o “Deus”, a “Divindade”, o “Supremo” ou o que se acredita habita dentro de cada um de nós.
O segredo é olhar para dentro. Não importa no que acredita, mas, busque o autoconhecimento. Eu estou em processo de, ainda não atingi este plano, mas, vejo que algumas mudanças já ocorreram em mim, e só eu mesma posso sentir. Algumas respostas eu já encontrei...
A estabilidade é muito importante, ser instável é não ser satisfeito com a sua vida. Se você não consegue conviver com certa rotina, você não vai conseguir estar sempre com as mesmas coisas ou pessoas. Eu ouvi uma frase mais ou menos assim: Se você entra num casamento, mas, continua aberto para outras pessoas, você não está realmente nele. É importante conhecer aquilo que decidimos dedicar-nos para.
Rodar muito pode deixar você tonto e enjoado e nunca satisfeito.
É esta instabilidade que lhe torna consumista, faz com que você tenha necessidades de novos amigos sempre (quando o bom da vida é ter amigos de longas datas), lhe torna egoísta, te deixa com medo, inseguro e indeciso.

Analise a sua vida e busque a melhor forma para se encontrar.
Tem um jogo que eu acho fantástico e vou indicá-lo: “O Jogo do Eu” por R. D. Silva. São cartinhas com missões para você cumprir e auto analisar-se, custa em torno de R$ 20,00 e você encontra em livrarias.

“Conheça-te a Ti mesmo.” Sócrates

Fonte: Minha cabeça mesmo!!!rs

Namastê.

Penélope Angell

segunda 06 abril 2009 11:05 , em Yoga


Faça seu incenso.

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Substitua as varetas por carvão, resinas naturais e turíbulo

Bem usados, os incensos concentram energia suficiente para transformar o seu dia. E os efeitos são ainda mais potentes se, em vez de comprar as varetas prontas, você manipular o seu próprio acessório de combate ao desequilíbrio. Hoje em dia, não há mais incensos com óleos essenciais. Por isso, o melhor é fazer defumações com resinas endurecidas , afirma a aromatóloga Samia Maluf.

Desde a Antiguidade, os incensos são usados como ferramenta para ampliação da consciência e com fins terapêuticos, aliviando alergias e problemas respiratórios, por exemplo. Quem assina a ação positiva são os óleos essenciais (daí o problema em usar essências sintéticas, que apenas simulam o aroma natural nas fórmulas). Já a fumaça funciona como uma espécie de canalizador, espalhando os ativos dos óleos pelo ambiente.

Um incenso, para oferecer todos os benefícios, precisa ser composto simplesmente por óleos essenciais naturais, madeira aromática e cinzas de carvão vegetal. Qualquer ingrediente além destes três pode comprometer a eficácia do tratamento e se resumir a um odorizador do ambiente.

Se você não quer correr este risco, a dica é trocar as varetas pelo turíbulo e produzir o seu próprio incenso em casa. A seguir, Samia dá receitas para você produzir uma defumação diferente a cada dia da semana, aproveite!

2ª feira: a semana começa com uma receita energética, que vai encher seus dias com muito pique. Após aquecer o carvão e transformá-lo em brasa, acrescente casca de laranja e cravo. O aroma ativa a circulação sanguínea e aumenta a sua disposição.

3ª feira: para aliviar o estresse do início da semana, a dica é postar no frescor. Junte resina de benjoim e casca ou folhas secas de limão.

4ª feira: o meio da semana é sempre complicado. O número de tarefas acumula-se e dá até desespero quando parece que o tempo não vai ser suficiente para dar conta de tudo. Para levantar o astral, misture gengibre, canela e folhas secas de alecrim.

5ª feira: a receita é ideal para quem escolheu a quinta como o dia oficial da balada. Junte erva-doce, noz-moscada, manjericão seco e hortelã seca para aumentar o clima de sensualidade e dar mais leveza para o seu humor.

6ª feira: depois de uma semana atribulada, tudo o que você quer é dar uma renovada nas energias antes de recomeçar o ciclo, correto? Para isso, Samia indica uma poderosa mistura de limpeza e purificação (e que ainda é uma delícia). Misture alecrim, olíbano e pétalas secas de mini-rosa ou de rosa vermelha.

No sábado e no domingo, segundo a especialista, o melhor é descansar o olfato. Mas, se você sentir necessidade de sentir um aroma mais diferente, escolha uma essência que estimula a concentração e acalma os pensamentos. Mirra, benjoim e sândalo são ótimas escolhas. Mas não misture, escolha uma das resinas e deposite no carvão , afirma Samia.

A escolha do carvão

Para experimentar um incenso, pode usar o carvão que você tem em casa e usa para fazer um churrasco. Mas, gostando da idéia, prefira um carvão próprio para uso em rituais. Este é um trabalho de sutilezas, que reúne a energia da planta, da terra e da pessoa que trabalha ali. Você está levando tudo isso para dentro da sua casa , diz Samia Maluf. A dica dela é para a marca Milagros.

Fonte: Minha vida

Namastê.

Penélope Angell

 

sexta 03 abril 2009 09:58 , em Yoga


A vontade de satisfação destrói o amor.

Blog de vidanaturezaeboasenergias :Vida, Natureza e Boas Energias!, A vontade de satisfação destrói o amor.

O conflito deve invariavelmente surgir quando há um centro estático no interior de cada um, e, à sua volta, há valores mutantes. Este centro estático deve estar em luta com a qualidade vivente da vida.

A mutação implica em que nada existe de permanente a que a mente possa apegar-se, mas ela constantemente deseja agarrar-se a alguma forma de segurança. A forma do apego está sofrendo constante mudança e esta mudança é considerada progresso, mas o apego ainda continua.
 
Ora, esta mutação implica em que não pode haver nenhum centro pessoal que esteja acumulando, armazenando memórias, como garantia e virtudes; nenhum centro que esteja constantemente colhendo experiências para si, lições para o futuro. Embora possamos alcançar isto intelectualmente, emocionalmente, cada um se apega a um centro pessoal, estático, identificando-se com ele. Na realidade não há tal centro como o “eu”, com as suas qualidades permanentes. Precisamos compreender isto integralmente, não apenas com o intelecto, se quisermos alterar profundamente as nossas relações  como o nosso próximo, que estão baseadas na ignorância, no temor, nos desejos.

Pensamos agora, cada um de nós, que esse centro, do qual a maioria das nossas ações, pensamos nós que esse centro é impermanente?

O que significa para vocês o pensar? Vocês estão apenas estimulados pela imagem das minhas palavras, por uma explicação que vocês examinaram intelectualmente, nas horas vagas, e transformarão num padrão, num principio para ser seguido e vivido? Tal método produzirá um viver integral? A mera explicação do sofrimento não o faz desaparecer, nem o seguir um principio ou um padrão, mas o que o destrói são o pensamento e emoções integrais.

Se vocês não estão sofrendo, então a imagem verbal de outrem sobre o sofrimento, a sua explicação a respeito dele, pode, no momento, ser estimulante e fazer vocês pensarem que devem sofrer. Mas tal sofrimento não tem significado.

Existem duas maneiras e pensar. Uma é por meio do mero estimulo intelectual, sem nenhum conteúdo emocional; mas quando as emoções estão profundamente resolvidas há um processo integral de pensamento que não é superficial, intelectual. Este pensamento-emoção integral é o único que pode realizar a compreensão e ação duradouras.

Se o que estou dizendo age apenas como um estímulo, então surge a pergunta de como aplicá-lo à vida diária de vocês, com suas dores e conflitos. O modo, o método, torna-se de toda importância somente quando as explicações e estímulos estão impelindo vocês para uma ação particular. O modo, o método, cessa de ser importante somente quando vocês ficam integralmente apercebidos.  

Quando a mente revela a si mesma os seus próprios esforços de temores e desejos, então surge o apercebimento integral de sua própria impermanência, o único que pode libertar a mente de seus trabalhos limitadores. A não ser que isto esteja acontecendo, todo o estímulo se transforma em maior limitação.

Todas as qualidades artificialmente cultivadas dividem: todo o cultivo intelectual da moralidade, da ética, é cruel, nascido do medo, criando apenas outras resistências do homem contra o homem.

A qualidade da resistência é ignorância. Estar familiarizado com muitas teorias intelectuais não é libertação da ignorância. O homem que não está integralmente apercebido do processo de sua própria mente é ignorante.

Libertar o pensamento do desejo de adquirir, por meio da disciplina, por meio da vontade, não é libertação da ignorância, pois, ele continua ainda preso no conflito dos opostos. Quando o pensamento percebe integralmente que o esforço para se desembaraçar do desejo de adquirir é também parte desse mesmo desejo, então existe um começo de iluminação.

Qualquer que seja o esforço que a mente faça para se desembaraçar de certas qualidades, continua ainda presa na ignorância; porém, quando ela discerne que todo o esforço que fizer para libertar-se está ainda dentro do processo de ignorância, então existe uma possibilidade de romper o circulo vicioso da ignorância.

A vontade de satisfação fraciona a mente em muitas partes, cada uma em conflito com a outra, e esta vontade não pode ser destruída por outra superior, que é apenas nova forma da vontade de satisfação. Este círculo de ignorância rompe-se, por assim dizer, como que vindo do interior, somente quando a mente cessa de ser aquisitiva.

A vontade de satisfação destrói o amor.

Krishnamurti

Namstê.

Penélope Angell

quarta 01 abril 2009 10:31 , em Yoga


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